quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Democracia ou Tirania?

Seria exagero de minha parte dizer que vivemos em um Estado Tirano?! Mas também seria mais exagero ainda dizer que vivemos em um país livre, em que todos são iguais perante a lei, inclusive com o direito de ir e vir e de manifestar-se políticamente!Sim, de fato se não vivemos em plena democracia o que dizer do homicídio de mulheres que "afrontam" homens ao acabar um relacionamento?! Por que ficamos admirados quando olhamos pra casos de apedrejamento de mulheres por adultério no Irã, enquanto aqui no Brasil a pena de morte contra mulheres são aplicadas à luz do dia e da impunidade, sem direito a julgamento ou defesa? Se porque nascemos mulheres da classe trabalhadora já nascemos também culpadas por um suposto crime passional em que mesmo sendo nós as maiores vítimas, somos condenadas a morte e os nossos restos mortais servirem pra alimentar cachorros pra não evidenciar provas, que pra toda a sociedade sempre será contra nós mesmas, mulheres!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

90 anos sem a Rosa Vermelha....

Rosa Luxemburgo, militante marxista ultrapassou muitos obstaculos de uma sociedade predominantemente machista no inicio do século XX, sendo uma revolucionária árdua e dedicada a causa socialista na Alemanha, foi vítima de um Estado burguês que estava se apresentando com as primeiras ações nazistas. Rosa ficou marcada pela sua critica à Social Democracia Alemã, ao sindicalistas mesquinho que só se preocupam com sua hegemonia sindical. Muitos dos críticos ao Bolchevismo não querem reconhecer uma Rosa pós 1918, devido suas publicações em 1904 em que ela critica a concepção leninista de partido como uma vanguarda centralizada e disciplinada de revolucionários profissionais, separada da grande massa dos trabalhadores, que teria a função de dirigi-los. Rosa nunca foi anarquista, pois dizia que uma revolução socialista só pode ser vitoriosa, se a grande maioria da massa popular aprovar conscientemente os projetos da vanguarda. Porém em 1918 Rosa já conhecedora da Revolução Russa(1917) publica o seguinte: "Os bolcheviques têm demonstrado que podem fazer tudo o que um partido verdadeiramente revolucionário pode fazer nos limites das possibilidades históricas. Não procuram fazer milagres. E seria um milagre uma revolução proletária modelar impecavel num país isolado, esgotado pela guerra, premido pelo imperialismo, traído pelo proletariado internacional. E é nesse sentido que o futuro pertence em toda a parte ao bolchevismo."
Rosa reconheceu a importancia do centralismo democrático como ferramenta de combate ao inimigo de classe dos trabalhadores, a burguesia.