quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Mercado com toques feminino, mercado de super exploração.

Os capitalistas comemoram a "invasão" das mulheres no mercado de trabalho, porém não mostram que elas são maioria na informalidade, isto é, sem direitos trabalhistas ou que são elas que mesmo fazendo o mesmo trabalho que os homens, ganham em média 33% menos que eles.

Link pro video do G1 Ceará.

O que temos á "comemorar" no aniversário da Lei Maria da Penha?

Em 2001 o Brasil foi condenado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA no caso Maria da Penha, o que implicou na criação da Lei 11.340/06, destinada a combater a violência de gênero. Oito anos depois, em 2009, o país a receber a condenação pela mesma Comissão Interamericana de Direitos Humanos foi o México, diante do alarmante número de assassinatos regado com requintes de crueldades contra mulheres. O resultado desta última condenação foi a criação da Lei contra o “feminicídio” na Cidade do México, a valer a partir do dia 28/07/2011. A nova norma estabelece penas de até 60 anos para o assassinato de mulheres por questões de gênero.

Observamos aqui no Brasil que os casos de assassinato de mulheres praticados por ex-companheiros é sempre relacionado ao chamado crime passional (cometido por paixão) e na grande maioria dos casos os assassinos não são condenados, pois relatam como motivo para seu crime, a suspeita de traição. Isso mostra o quão arcaica é a legislação patriarcal-conservadora brasileira deixando prevalecer o sentimento de propriedade do homem sobre a mulher.

A lei, em ambos os casos, seja no Brasil ou na Cidade do México não garante em nada que seja dado à mulher condições de apoio psicológico, social e econômico para que ela rompa com um vínculo de dependência emocional e financeira que se arrasta há séculos. Em nosso país, as mulheres continuam ganhando em média 33% menos que os homens na mesma atividade de trabalho, representam 70% da população mais pobre e são a maioria dos trabalhadores na informalidade. Não é a toa que continuam tão vulneráveis ao assassinato praticado por ex-companheiros. A condição financeira não permite uma alternativa imediata de mudança de vida.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Democracia ou Tirania?

Seria exagero de minha parte dizer que vivemos em um Estado Tirano?! Mas também seria mais exagero ainda dizer que vivemos em um país livre, em que todos são iguais perante a lei, inclusive com o direito de ir e vir e de manifestar-se políticamente!Sim, de fato se não vivemos em plena democracia o que dizer do homicídio de mulheres que "afrontam" homens ao acabar um relacionamento?! Por que ficamos admirados quando olhamos pra casos de apedrejamento de mulheres por adultério no Irã, enquanto aqui no Brasil a pena de morte contra mulheres são aplicadas à luz do dia e da impunidade, sem direito a julgamento ou defesa? Se porque nascemos mulheres da classe trabalhadora já nascemos também culpadas por um suposto crime passional em que mesmo sendo nós as maiores vítimas, somos condenadas a morte e os nossos restos mortais servirem pra alimentar cachorros pra não evidenciar provas, que pra toda a sociedade sempre será contra nós mesmas, mulheres!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

90 anos sem a Rosa Vermelha....

Rosa Luxemburgo, militante marxista ultrapassou muitos obstaculos de uma sociedade predominantemente machista no inicio do século XX, sendo uma revolucionária árdua e dedicada a causa socialista na Alemanha, foi vítima de um Estado burguês que estava se apresentando com as primeiras ações nazistas. Rosa ficou marcada pela sua critica à Social Democracia Alemã, ao sindicalistas mesquinho que só se preocupam com sua hegemonia sindical. Muitos dos críticos ao Bolchevismo não querem reconhecer uma Rosa pós 1918, devido suas publicações em 1904 em que ela critica a concepção leninista de partido como uma vanguarda centralizada e disciplinada de revolucionários profissionais, separada da grande massa dos trabalhadores, que teria a função de dirigi-los. Rosa nunca foi anarquista, pois dizia que uma revolução socialista só pode ser vitoriosa, se a grande maioria da massa popular aprovar conscientemente os projetos da vanguarda. Porém em 1918 Rosa já conhecedora da Revolução Russa(1917) publica o seguinte: "Os bolcheviques têm demonstrado que podem fazer tudo o que um partido verdadeiramente revolucionário pode fazer nos limites das possibilidades históricas. Não procuram fazer milagres. E seria um milagre uma revolução proletária modelar impecavel num país isolado, esgotado pela guerra, premido pelo imperialismo, traído pelo proletariado internacional. E é nesse sentido que o futuro pertence em toda a parte ao bolchevismo."
Rosa reconheceu a importancia do centralismo democrático como ferramenta de combate ao inimigo de classe dos trabalhadores, a burguesia.