quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

2016 continuará sendo o ano da pátria deseducadora!

Começamos o ano de 2016 respondendo a mais ataques à educação no Estado do Ceará. Em 2015 enfrentamos muitos deles, como: corte de pessoal (redução de prof temporários e de funcionários terceirizados - como no setor de limpeza, merenda escolar à laboratório de informática), ameaça de corte do serviço de segurança, falta de materiais básicos (papel, pincel e até merenda) e até falta d´água em algumas escolas. Não podemos esquecer que apesar dos ataques também existiu resistência, como as escolas que pararam em Messejana, Montese e até ocupação à SEDUC teve, como no caso dos alunos da EEM Gov Adauto Bezerra.
No caso da ameaça do corte dos seguranças só não se efetivou devido a uma reação do sindicato dos seguranças e provável acordos entre empresários do ramo e o governo.
O golpe mais forte estava ainda por vir: no período do recesso escolar (30/12/15), como todo bom covarde que teme a uma boa reação, o ataque mais cruel veio em forma da portaria 1169/15. Tal portaria ou “porcaria” traz o desmantelamento da educação básica no Estado do Ceará, pois coloca em xeque projetos educacionais como PPDT, PPCA e demais laboratórios, no momento em que mais a classe trabalhadora carece da educação e do acolhimento aos seus filhos, momento de crise financeira e aumento do desemprego, destruindo o sonho de muitos de se qualificar para o mercado de trabalho.
Mas quem disse que os governantes se preocupam com a classe trabalhadora e muito menos com seus filhos?

Estamos entrando no décimo quarto ano de governo petista, período que podemos dividir em dois momentos para nós, trabalhadores, tivemos ganhos parciais importantes (cotas, bolsas, etc) porém muito frágeis que agora estão aos poucos sendo retirados. Governo que deu com uma mão e retirou com a outra... É uma relocalização do modo de governo do PT, e o governo do Estado do Ceará NÃO é diferente, pois Camilo Santana é do PT e não podemos nos esquecer disto. Os ataques se dão de forma diferenciada dos governos do PSDB, mas ocorrem ainda assim. Como todo governo que trai a confiança eleitoral dos trabalhadores, esse tem como aliados sindicatos dirigidos por militantes do mesmo partido do governador.  Significa que em ano eleitoral como 2016 NÃO podemos ignorar esse outro detalhe importante, ano que não vão querer “sujar” seus governantes em nome da governabilidade e do processo da disputa eleitoral que ocorrerá daqui a alguns meses.
Por isso não vamos nos iludir. Quando o sindicato senta apenas com o Secretário de Educação do Estado e se nega a conversar com sua base, ou desmonta a portaria para negociar ponto a ponto, estamos diante de uma aceitação da portaria ainda que de forma indireta. O sindicato silencia diante do Reajuste Zero (só a reposição da inflação segundo o DIEESE é de 11,68% e a própria Lei do Piso indica reajuste de 11,36%), divide os trabalhadores entre CEJA’s e do ensino regular pra enfraquecer a luta, e pra completar, organiza reunião com o governo e apenas os gestores para dividir mais e mais.
Uma portaria que ATACA A TODOS deveria servir para UNIR A TODOS.
Professores de todas as modalidades sofrem com ela, professores em situação de efetivos ou de contrato temporário (todos demitidos) também pagam caro por essa mudança, e os gestores ficarão com sobrecarga de mais e mais tarefas administrativas e pedagógicas. Quanto aos estudantes? Esses serão afetados com uma escola menos inclusiva e carente de projetos que possibilitem um interesse ao estudo. Como veem o ataque segue a todos da escola, seja capital e interior, seja que modalidade for e nada mais justo que a LUTA por negar essa portaria se dê com um calendário de mobilizações que agitem a falta de compromisso dos governos nacionais e estaduais com a educação pública.

Construir a luta e forma UNIFICADA para que não haja nenhum professor a menos e nenhum projeto educacional seja abandonado. Eis nosso caminho!

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

#Machistas NÃO passarão!

Na tarde desta sexta-feira, dia 30/10, o movimento feminista de Fortaleza ocupou o centro da cidade com suas bandeiras, faixas, cartazes e gritos de guerra. Articulado de última hora o ato reuniu em seu ponto alto algo em torno de 400 a 500 pessoas que saíram em passeata pelas ruas do centro da cidade e foi uma prova concreta de que é possível unificar distintos setores do movimento feminista e na unidade mobilizar setores não organizados. Participaram do ato mulheres da UBES, UNE, ANEL, PT, PSTU, PSOL, RUA, Marcha Mundial de Mulheres, Fórum Cearense de Mulheres, representações de várias entidades estudantis (DCE, CAs e grêmios) além de homens e mulheres simplesmente indignados com o brutal ataque que representa o PL 5069/13 de Cunha.

Este projeto recém aprovado atinge em cheio as mulheres da classe trabalhadora vítimas de estupro, ao modificar uma Emenda do Código Penal de 1940, prevendo prisão de 4 a 8 anos para quem vier auxiliar ou instruir o aborto, e de 5 a 10 anos caso essa pessoa seja da área da saúde, podendo a pena ainda aumentar em um terço caso a mulher que venha a fazer o aborto seja menor de idade. O que é muito mais criminoso é que se a mulher vier a ter complicação na gestação ela não poderá receber nenhum auxilio medico mesmo que seja para reduzir danos a sua vida... Vale perguntar: isso não pode ser tipificado como ausência de socorro a vitima? Na nossa compreensão, sim. O absurdo é tão grande que abre brecha para que uma simples conversa ou palestra sobre a defesa do aborto possa ser interpretada como instrução ou orientação e por sua vez um ato criminoso passível de prisão.
O cenário é de um show de horror sem fim quando somamos os ataques aos direitos básicos, como a própria vida no caso em questão, ao cenário de aumento da violência e repressão policial.  O ato de Fortaleza nos deu uma pequena amostra do que os poderosos nos reservam. Em determinado momento de nossa passeata a polícia sorrateiramente prendeu um rapaz que pichava a frase “Machistas não passarão” e o que se viu a seguir foi uma truculência inexplicável acompanhada do óbvio e necessário rechaço dos manifestantes à ação da PM que chegou inclusive a bater em mulheres que tentaram ajudar o rapaz.
Não se dando por satisfeita pela prisão do garoto a PM deixou o ato seguir para saírem correndo com armas de fogo em punho, atirando para o alto e revistando retardatários  numa clara tentativa de dispersar o movimento que felizmente foi frustrada. Apesar da intimidação o ato foi uma vitória do Movimento feminista que resiste e resistirá tanto a ataques do governo e do parlamento como o do aparato policial fascista.

Não dá pra aguentar mais Cunha que mesmo envolvido em escândalos de corrupção, vem desde o inicio do ano de 2015 atacando todos os trabalhadores, com projetos que criminalizam os movimentos sociais, aumentam a famigerada terceirização, proibem a discussão de gênero no espaço escolar, estabelecem o conceito de família e agora mais esse destinado diretamente a nós mulheres vítimas da cultura do estupro de nossa sociedade machista e opressora.
Não dá pra aguentar uma presidente mulher blindando tais parlamentares em nome da tão falada governabilidade. Chamamos a todos os ativistas a cerrar fileiras para barrar o PL 5069 e derrubar imediatamente Eduardo Cunha da presidência do Congresso, derrotando assim também essa vergonhosa política petista de protegê-lo a todo custo. Querem fazer do direito ao aborto seguro moeda de troca para calar os fundamentalistas. Não permitiremos. Já foram longe de mais e daqui não passarão.



quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Eleições presidenciais e a questão da mulher....

Tentei ao máximo me poupar nesse processo eleitoral, não indo a calorosas discussões como já fiz um dia, mas respondi educadamente a quem me perguntava sobre esse pleito, pois essas pessoas tinham disposição de tentar me compreender. Mas o silêncio não é o melhor para o momento, não foi uma opção, silenciei pela certeza que algumas pessoas ouvem o que eu falo mas não escutam(não sei se me fiz entender?). Mas resolvi pegar pegar só um pontinho que me atinge e muito: sobre a mulher, já ouvi barbaridades que me deixam inquieta e vai para além da ignorância(pra não dizer burrice) da pessoa....é o oposto, é a inteligencia do machismo sorrateiro.
Sobre o caso do Aécio Neves(PSDB) agredir uma mulher, deixando bem claro que isso é crime no Brasil....ao que parece é a mais pura verdade, aconteceu no dia 25 de outubro de 2009, quando o então governador do Estado de Minas Gerais...bom, melhor ler um trecho da notícia da época: "O governador de Minas, Aécio Neves, tresloucado e montado em boas cheiradas, numa festa da grife Calvin Klein, no Rio, Hotel Fasano, deu uma esculhambação, um tranco e um tapa no rosto de sua acompanhante, assim de público, à frente de todos os presentes, criando um clima de constrangimento e ficou por isso mesmo. A exceção do jornalista Juca Kfhouri que revelou o fato em seu blog, o resto sentou em cima, todos “participam dos lucros” da roubalheira geral em Minas Gerais, descontado lógico a conta do pó comprado a Uribe. Dona Miriam Leitão, embora serrista, outro pilantra, costuma dizer que Aécio consertou Minas. Onde? Consertou a conta bancária dela. E dele evidente."  http://www.horadopovo.com.br/
Sinceramente, isso é muito sério pra um candidato a presidente em um país que é o 7º no ranking mundial no assassinato de mulheres, onde o principal autor é exatamente quem deveria dar amor(seu companheiro), em 2011 o Ministério da Saúde registrou 12.087 casos de estupros, corresponde a 1 estupro a cada 10 segundos e todos nós sabemos que a maioria das vítimas não denunciam por medo ou vergonha, assim como outros tipos de violência contra a mulher.
 Bom, pra mim, só esse episódio ocorrido em 2009 com o candidato a presidência Aécio Neves é suficiente pra ele nem ter saído candidato, mas estamos falando de um partido(PSDB) composto por burgueses que se beneficiam com o machismo, e o pior é que corremos o risco do país que sofre com uma epidemia de feminicídio ser governado por um monstro desses...isso é vergonhoso.
Mas isso não signifique que votarei em Dilma(PT), aliás essa realidade de violência é no governo de Dilma que desde antes de assumir seu mandato deu um "soco" nas bandeiras do movimento feminista quando fechou acordos com a bancada evangélica atrasada, conservadora e ultra machista. Se chegamos onde chegamos existe responsáveis e Dilma é uma delas, o gasto com o combate a violência não passou dos R$0,26 por mulher, Dilma prometeu entregar 1.500 creches por ano e até outubro de 2013(quase 3 anos depois) só entregou 612 creches....as mulheres trabalhadores não conseguem manter seus empregos, pois não tem com quem deixar seus filhos. O Brasil também é campeão na mortalidade materna e as maiores vítimas são mulheres pobres e negras. O índice de violência contra jovens da periferia não param de bater recordes de homicídios...
É, vivemos uma guerra civil silenciada pela mídia burguesa com uma polícia fascista que tem como alvo gente pobre ou quem luta , pois foi exatamente no governo do PT que foi criado a Força Nacional de Segurança Pública e pra quê? Pra combater os movimentos sociais também, é óbvio, o que eles chamam de distúrbios sociais! Não vou nem falar que foi no governo do PT que até hoje existe uma intervenção militar no Haiti(vão fazer 11 anos de intervenção), pra contribuir com a exploração do povo pobre de lá e manter a governabilidade dos ricos...Também não vou falar de como foram as ações da polícia na Copa das Confederações(2013), nas remoções de várias famílias para preparar o país para a Copa do Mundo da corrompida FIFA em 2014.
É meus caros...."o mar não está pra peixe" e nessa difícil batalha, se observarmos bem os projetos políticos, econômicos e de ataques a classe trabalhadora os dois candidatos tem mais em comum do que irmãos siameses...Meu voto é NULO!

domingo, 12 de outubro de 2014

Domingo e o processo eleitoral...

Olá....nosso país passa por um momento conturbado, de pouca ou nenhuma tolerância entre nós e pra completar estamos vivenciando eleições presidenciais, pra governo dos Estados, pro parlamento e enfim uma séria crença que isso é sinônimo de democracia. Bom, pior que pra chegar até aqui o Brasil passou por inúmeros momentos de dor e ainda é recente os tempos em que não podíamos votar.
 Pessoas eram presas, torturadas e mortas por expor o desejo de uma sociedade mais justa e igualitária. Mas mesmo conquistando o direito ao voto, muito ainda falta pra dizermos que o processo é limpo, honesto e democrático. Acho que essas eleições, em especial, tem demonstrado que a compra de votos, o assédio pra votar em candidato A ou B, não é uma prática do passado. O que também tem prevalecido é o ódio de pessoas(xenofobias, racismo, homofobia, etc) ou raiva de migalhas concedidas ao povo pobre, um ódio de ter perdido privilégios como o resquício mais evidente da escravidão brasileira em que mulheres ainda trabalhavam em "casas de família" com salários muito inferiores ao salário mínimo, sem direitos trabalhistas, com hora pra entrar e sem hora pra sair do trabalho, sem direito a folgas, algumas até abusadas sexualmente dentro do lar dessas "famílias de gente boa".
 Enfim, tem um setor na sociedade que se sente prejudicada com essas poucas conquistas. Como gosto de contar histórias vividas, vou relatar duas experiências que vivi hoje e me motivou a voltar pro bloguinho... Uma senhora de "boa aparência" com todos os sentidos pejorativos que esse termo passa, conversava em um grupo de mulheres em que eu estava e soltava sua indignação ao dizer que "Não aguento mais ter que pagar escola cara pro meu filho e ver a vaga da universidade pública (de seu garoto) ameaçada por um estudante cotista de escola pública"...senti seu ódio não apenas nas palavras, mas no olhar....cruzes!Santa ignorância essa de superioridade, de uns se acharem melhor do que os outros por ter condições de pagar uma escola de ensino básico pro filho. O outro caso é bem emblemático do que já relatei sobre empregada doméstica. Uma jovem moça, com seus dois filhinhos e esposo, todos brancos e com camisa do Aécio Neves(candidato a presidência pelo PSDB) pois acabaram de vir de uma atividade "militante" e estavam todos contentes. Com essa não tive o menor trato de dirigir a palavra, pra evitar contra tempo, mas o que me chamou a atenção foi a baba também com a camisa do candidato. Resolvi acompanhar a moça com o olhar, jovem negra e baba dos filhos da branca, observei o porquê de estar vestida à caráter e percebi que como toda "boa empregada"....essa tinha os mesmos traços admiráveis por toda patroa: pessoa discreta, sem fala e trabalhando aos domingos(Isso mesmo, em pleno domingo)....pronto, pra mim estava explicado a escolha do candidato pelo casal, os típicos escravocratas dos tempos modernos estavam ali, na minha frente! Bom, nem vou falar do terceiro caso que presenciei, pois esse, um jovem branco de pouca idade se negou a dialogar com um senhor dilmista por achar que não tem o direito de ficar "ouvindo besteiras", isso mesmo. Os aecistas são tão arrogantes que só a fala deles é direito, quanto aos outros....não merecem direito, nem a fala....

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O melhor filme internacional de 2012?

Algumas perguntas inocentes, talvez...Mas a falta de resposta me deixou inquieta...Pôxa, até resolvi sacudir a poeira do velho blog....rsrs. Não soube dizer o nome do filme internacional que mais gostei no ano de 2012(?)...Na verdade, que mais me indignou!Lembro da história e nem poderia esquecer algo que me tirou o sono, mas o nome(?)  maldita falta de memória...procurei o filme e nada. O que fazer se eu queria assisti-lo novamente? Continuar procurando...A Cidade Juarez é considerada a cidade mais violenta do México e até do mundo. Só em 2010 foram registrados 310.000 assassinatos. As maiores vítimas? as mais vulneráveis, as mulheres, torturadas, estupradas, esquartejadas, enfim o femicídio é bárbaro...As histórias são muitas...
"Marisela Escobedo, que lutava pela perseguição dos assassinos da sua filha, foi perseguida e morta a tiro à vista de todos em frente do escritório do governador, onde liderava um protesto. Menos de uma mês depois, Susana Chavez, a poetisa que cunhou a frase “Ni una más (Nem mais uma morte)”, foi torturada, morta e abandonada na rua com a mão decapitada.
Quanto ao Estado? ah esse lava as mãos sujas de sangue, pois ao mesmo tempo que nada faz para punir os culpados, apoia as maquiladoras, empresas multinacionais que exploram o trabalho feminino nesta cidade, aliás quanto mais coisificada e sem valor forem as mulheres, mais os donos de maquiladoras e governos se beneficiam da super exploração e baixos salários, demonstrando que o capitalismo tira muito proveito do machismo. O Estado capitalista é o maior responsavel pelos assassinatos, ao assumir o lado da exploração dessas mulheres, que são obrigadas a pagar com a vida depois de muito humilhadas. MULHERES MORTAS SÃO OPERÁRIAS. As mulheres que reagem ou denunciam são silenciadas com a morte, dificultando os movimentos de apoio às famílias das vítimas que clamam por justiça. Proibidas de reagir a esse genocídio covarde. O filme mostra as diversas faces do machismo que levam ao mesmo fim: o ódio de morte às mulheres. Depois de muita procura, eis que   meu companheiro acha o nome do filme que vale muito a pena assistir: "El Traspatio" Trailer.

domingo, 13 de maio de 2012

13 de Maio: Libertação dos escravos X Dia das mães.

Não tenho dúvidas que as datas comemorativas chamam a atenção da maioria da população e por isso têm um papel muito importante!Vivemos em uma sociedade capitalista e estas datas comemorativas vêm se tornando necessário ao comércio como um suspiro aliviado ao mercado financeiro...Triste fato, pois até as datas que fazem referencia à lutas têm me causado momento de desconforto. Muito estranho, né?! Nem tanto. Pra quem busca ter uma formação marxista é notório o fato do Dia Internacional da Mulher vir guinando cada vez mais ao mercado e tornando-se uma mera data comemorativa com entrega de presentes ou rosas. Sair às ruas no 08 de março e não se deparar com vendedores de rosas ficou impossível. Tolero demais. Mesmo porque sei da necessidade de muitos que buscam fazer bico pra sobreviver...mas fico "sem graça" com os inúmeros PARABÉNS que recebo por ser mulher (?) enquanto nos outros 364 dias do ano tenho que conviver com outra realidade. Fico indignada como o capitalismo consegue canalizar a luta pra mais um dia de ôba-ôba, jogando na lata do lixo todo o valor histórico que as datas merecem.

Mas resolvi escrever neste 13 de maio para confrontar estas datas das quais sei da necessidade de algumas e inclusive reivindico como muito importantes....Hoje, coincidentemente, chocou-se o Dia da "Libertação" dos escravos com o Dia das Mães! Pelo que já afirmei antes, o Dia das Mães falou mais alto, afinal, no capitalismo o dinheiro, o lucro, a economia vale mais! Não quero entrar aqui na polêmica com alguns setores do Movimento Negro de achar que a data da oficialização da Libertação por uma princesa branca deva ser reivindicado ou não, no calendário de luta do povo negro deste país.

De qualquer forma, quero chamar a atenção para a ironia da data, em que a maioria da população pobre em nosso país, diga-se maioria negra, ter sido largada oficialmente pelo Estado brasileiro desde os 13 de maio de 1888 à margem da sociedade, nos lugares mais insalubres e desumanos pra sobreviver....Exatamente hoje, a 13 de maio, após 124 anos da dita libertação, um jovem rapper negro, Emicida, foi parar na cadeia durante um show na periferia da capital mineira. Motivo? Desacato a autoridade em suas letras. Pode isso??? Particularmente não  sou muito simpática a rapper's que geralmente trazem muito machismo e homofobia em suas letras, o que Emicida representa é uma exceção.


Deveriam, estes policiais, esperarem uma data menos significativa pra tal atitude. Mas eis a grande contradição: denunciar a situação do povo negro desse país, muitos desabrigados a força pela polícia como houve no Pinheirinho que levou inclusive uma intervenção policial que usou requintes de crueldade como assassinatos e estupros em sua ação de desocupação para beneficiar um megaespeculador Naji Nahas ou a ação da desocupação da cracolandia, ambos em janeiro de 2012 e ambos merecendo uma atenção especial dos governos em auxiliar essas pessoas a melhorar de vida e não serem tratadas como o povo negro foi durante a escravidão.

ex-escravos 1910


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Greve da Policia, quem precisa de policia?

Sei o papel da policia: força de segurança do Estado. Em boas palavras, faz o papel sujo dos governantes nos casos de greve ou qualquer luta social por melhores condições de trabalho ou vida melhor....É o órgão repressor do Estado quando batemos de frente com ele(Estado). Quando questionamos que algo não está certo e vamos à luta, lá está a polícia para cumprir seu papel sujo de manter as coisas como estão, a tal ordem; no nosso caso a ordem burguesa das coisas...em "quem pode(R$) manda, obedece que tem juízo(ou é um lascado mesmo)"!!
Mas com o passar dos anos e de minha militância, adquiri uma consciência política e percebo que, mesmo eles tendo o papel que têm, são trabalhadores como todos os outros, mesmo que não se enxerguem como tal....vendem sua força de trabalho pro Estado burguês, então são servidores públicos!
Por serem trabalhadores, são importantes na unidade de luta pra destruir o Estado burguês, o problema são os principios ideologicos que são digeridos por esses senhores. Como destruir o Estado burguês se são pagos pra defendê-los(?) Eis a questão, as contradições do Estado burguês sempre estão presentes.
Existem várias leituras marxistas que demonstram que mesmo sendo pagos pra defenderem o Estado, em um momento revolucionário eles(o baixo escalão) podem girar suas armas contra seus verdadeiros inimigos, o Estado, pois é exatamente o Estado com suas instituições junto a burguesia, que oprime e explora todos os trabalhadores da sociedade, é a tal consciência revolucionária que não é adquirida nos livros, mas no decorrer da labuta...foi exatamente isso que a greve da policia militar no Ceará deixou como lição...que após anos de defasagem salarial, os PM precisaram lutar contra o Estado para terem melhores condições de trabalho...Já tive a oportunidade de ler em Dez dias que abalaram o mundo o papel decisivo dos militares de base(os soldados) em apoio, obediência e total confiança ao líder revolucionário Leon Trotsky, foi um apoio(ainda não havia se dado a criação do exército vermelho) que garantiu a tomada do poder de forma brilhante. Só as condições revolucionárias na Rússia czarista durante a I Guerra Mundial e a situação lastimavel de miséria pode colocar para estes homens o papel de companheiros de batalha dos operários e camponeses contra o Estado Czarista.
Alguns se questionam porque os PM conseguiram vencer a truculência de um governador autoritário e esquecem duas coisas importantes:
Lula ainda representa o governo federal
Primeiro, a arrogância do governador Cid Ferreira Gomes do PSB vem da certeza do apoio do governo federal(PT) em aliança com o municipal também do PT,o que lhes garante uma falta de oposição que o coloque em xeque. Não que pra ser oposição precise estar no poder, porém como a oposição de esquerda está enfraquecida pela sua própria essência, problemas com que (des)trata a construção de partidos revolucionários hoje no mundo, chamada por alguns de Crise de Direção sem muita capacidade de chegar a classe trabalhadora e de dialogar....Bom, prefiro deixar isso pra um futuro post, talvez!
Segundo, a PM mostrou ter condições de parar setores responsaveis pela economia no Estado, mesmo que eles(PM) não produzam nada , porém o medo instalado na classe trabalhadora fez ela parar o comércio de imediato.Não podemos esquecer que a pressão econômica é sempre mais forte pras mudanças. A crise na Europa que os diga.
De qualquer forma toda luta, mesmo a mais economicista como foi o caso dos PM, serve para um avanço de consciência. Pena que voltamos as condições de antes, lados opostos na defesa do Estado burguês. Prefiro acreditar que uma minoria tenha avançado na consciência política, mesmo que minimamente, pois outras lutas virão, de outros trabalhadores inclusive e essa experiência que vimos a PM passar teria sido bem melhor se tivessemos tido tempo de estarmos ombro a ombro na mesma luta, que é de todos!
Quem precisa de polícia? o Estado burguês...

domingo, 1 de janeiro de 2012

2011: apenas um começo...

Muito difícil pra quem é atéia se adequar a calendários religiosos mas nasci em uma cultura em que vigora o calendário cristão e o desapego às tradições leva tempo pra acontecer...tenho que ter paciência comigo mesma e tentarei fazer um pequeno balanço do ano que se passou...

Definitivamente 2011 foi um ano marcante, em especial pras mulheres em muita parte do mundo. Tivemos a Marcha das Vadias e compreendendo o recado que as mulheres que dela participaram queriam dizer: "o corpo é meu e faço dele o que quiser". Tenho acordos com o conteúdo porém restrições à forma de como achamos que dialogamos e na verdade nos tornamos incompreendidas. Sou uma mulher que defende que; todas as mulheres trabalhadoras, incluindo as trabalhadoras do sexo, vulgo prostitutas, merecem respeito sem serem chamadas de vadias. Meu direito de fazer o que quiser com meu corpo inclui o de ser respeitada pelo que faço ou deixo de fazer com ele! O corpo é meu e minhas decisões sobre ele não dizem respeito a ninguém! Não é porque visto a roupa que quero ou transo com quem acho que devo, que "mereço" ser tratada como vadia!

O que mais me marcou no ano de 2011 foi a primavera árabe. Mesmo ainda não estando encerrada, ela definitivamente colocou por terra toda a imagem de submissão das mulheres árabes. Particularmente sempre tive resistência em aceitar mais uma falsa idéia do senso comum que condena pessoas de culturas diferentes (o tal etnocentrismo) por achar que alguém é inferior por ser diferente a mim. As mulheres palestinas sempre me chamaram a atenção pela resistência ao massacre promovido pelos soldados israelense e estadunidenses. Me orgulha a primavera árabe saltar aos olhos de qualquer um sem o menor senso critico de que as muçulmanas resistem, lutam apesar de toda opressão cultural que a cada dia vêm acentuando-se.
Vestidas ou nuas, não importa...
Não faço uma critica rasteira ao uso da burka pois pra mim cada qual usa o que quiser desde que queira por vontade própria e não ofenda aos outros, o que por si já é impossível, o outro sempre se ofende com o que é diferente. Tem mulheres que se sentem bem com roupas curtas e outras nem tanto, eu mesma descobri que uma saia curta ou salto alto limita meus passos e gestos e disso eu não gosto, prefiro as calças jeans que dão uma sensação de liberdade de movimento.
Quem perde com a guerra...
Pra mim toda guerra tem suas consequências e quem paga o maior preço por ela são as mulheres, violentadas em todos os sentidos, sem falar das crianças, pobres inocentes dilaceradas pela guerra. Ouvi recentemente uma matéria que falava das mulheres afegãs antes de 1992, indo a faculdade, trabalhando fora de casa ou se vestindo como bem queriam, porém muita coisa mudou de uns tempos pra cá, em especial com os governos Taliban. Mas o que mais me incomoda é a falsa idéia que vem sendo propagandeada mundo afora sobre as mulheres afegãs, que com a intervenção direta dos Estados Unidos contra o governo Taliban essas mulheres adquiriram mais liberdade. Nada mais falso. Elas continuam sendo a grande maioria de analfabetas, sem direito algum, inclusive de escolherem se querem casar ou não e com quem. Milhares continuam sem direito a saúde e outras milhares recorrem ao suicídio como fuga.
Finalmente morre um genocida...
Dizem que os bons cristãos não devem querer mal a ninguém mas como sou atéia posso aqui deixar meu contentamento com a morte do ditador Muammar Kadhafi, pois o Tribunal Penal Internacional antes de levantar suspeitas de crime de guerra contra a morte deste deveria fazer um exame de consciência pois nunca investigou como governou este ditador agindo contra as mulheres líbias. Milhares foram violentadas pelo exército de Kadhafi que por sua vez exibia pra todo o mundo sua Guarda feminina e um grupo de enfermeiras que apesar do voto de castidade que faziam ao aderirem a servir com a própria vida seu líder político deixava por onde passava os boatos que tudo não passava de seu harém particular e que elas eram obrigadas a se sujeitarem a essa condição.

A primavera árabe mostrou pro mundo que muita coisa ainda está por mudar e as mulheres continuarão sendo as protagonistas desta história.

domingo, 20 de novembro de 2011

Machismo na trama, violência na vida real.

Ontem saí para um show de uma banda hardcore punk. Claro que o visual do público impressiona os leigos: roupas pretas e muita extravagância com uma boa pitada de aparente desleixo. Aparente porque na verdade pode-se chamar de "liberdade dos elementos representativos para negar a moda vigente". Contestar os valores aceitos socialmente: essa é a regra! Eu mesma fui com um preto qualquer e joguei acessórios sem culpa, meu companheiro pegou a camisa preta mais radical e colocou aquela calça rasgada que ele se nega a vestir para o trabalho, por motivos óbvios. O visual é violento em resposta a uma sociedade muito mais violenta com os jovens. Som pesado como a vida de muitos trabalhadores e letras extremamente críticas e contestadoras....é, estaria bem a vontade!                      

Qual não foi a surpresa quando os caixas eletrônicos não funcionam depois das 22 horas, essa eu não sabia (maldita FEBRABAN). Resultado: fomos com a cara e o cartão de crédito nas mãos...na bilheteria nada feito, só em dindim ao vivo e a cores. Fomos parar em uma pizzaria para saciar meu desejo de algo bem suculento na madrugada. Rodamos muito pra achar uma pizzaria que não estivesse fechando, e já perto de casa, qual não foi mais uma surpresa quando avistamos uma pizzaria aberta, em pleno funcionamento e lotada. Chegando ainda na calçada da pizzaria meu companheiro me olha meio estranho e diz "só tem macho bombado". Isso mesmo, muitos jovens em sua maioria homens assistindo o tal UFC. O clima estava tenso. Muita gritaria de "vai, vai, vai", "soca ele", "bate, bate, bate mais" e até "dá uma dedada nele" saiu! Onde eu vim parar?

Mas o pior ainda estava por vir, quando o tal preferido do público, Maurício Shogun, não levou a vitória.

É... depois de assistir meio angustiada tamanha violência e brutalidade, em que o barato é socar a cabeça do adversário até sei lá quando, na mesa ao lado um ignorante, estúpido e covarde rapaz joga uma caixa de fósforo na namorada, ainda não se dando por satisfeito jogou também a caixa de cigarros nela e como bom covarde que é, saiu e deixou a namorada na mesa humilhada. Essa eu não assisti pois estava de costas mas fiquei indignada com o relato que ouvi do meu companheiro.

Fico pensando: isso ainda é chamado de esporte? Movimenta muita grana pois arrasta uma legião de garotos que ficam com os nervos a flor da pele e empolgadíssimos com o sangue derramado, em que o espetáculo é bater, bater e bater. Estímulo puro à violência.

Estou preocupada com essa nova moda importada dos EUA. O UFC já ganhou espaço até na telenovela, onde na trama um bem sucedido lutador, gente boa porém apaixonado por uma piriguete, interpretada por Carolina Dieckmann, que foi capaz de abandonar o próprio filho por almejar apenas dinheiro. Fico preocupada se na vida real, esses jovens, além de estimulados à violência pela violência são também estimulados a olhar pra suas companheiras como piriguetes, que por assim serem, não são dignas de respeito....Que situação essa posta para nós mulheres nessa nova modalidade de "esporte"!

Triste, não?

sábado, 12 de novembro de 2011

Entre feministas: Nem tudo que parece é!

Entre mulheres que levantam bandeiras em defesa de outras mulheres e contra o machismo há diferenças grotescas. A mais evidente é a chamada "feministas sexistas", que defendem o empoderamento da mulher e que estas estejam todas juntas independente de que classe pertença, pois todas somos vítimas do machismo. Por outro lado, existem as "feministas classistas", estas em menor quantidade pois requer uma visão mais complexa da sociedade e seus agentes transformadores, defendem que só as mulheres trabalhadoras podem dar passos realmente emancipatórios contra a opressão e exploração.

Segundo as feministas classistas, as mulheres burguesas são incapazes de quererem mudanças profundas da sociedade capitalista, inclusive porque se beneficiam da opressão quando também exploram as mulheres trabalhadoras, como a transferencia do trabalho doméstico ou criação dos filhos as mulheres com menor escolaridade e com trabalhos mal remunerados.

Esse vídeo me chamou a atenção pela sensibilidade do repórter em mostrar o preconceito social das socialites, a hipocrisia do discurso e a postura reacionária dessas defensoras do porrete, com falas do tipo:"a PM poderia ter sido até um pouquinho mais rígida!"sobre o caso da USP. Acusando o movimento estudantil de aliados a máfias internacionais. Enfim demonstra quem são as mulheres burguesas e seus limites de parasitas do sistema capitalista!

 

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Mercado com toques feminino, mercado de super exploração.

Os capitalistas comemoram a "invasão" das mulheres no mercado de trabalho, porém não mostram que elas são maioria na informalidade, isto é, sem direitos trabalhistas ou que são elas que mesmo fazendo o mesmo trabalho que os homens, ganham em média 33% menos que eles.

Link pro video do G1 Ceará.

O que temos á "comemorar" no aniversário da Lei Maria da Penha?

Em 2001 o Brasil foi condenado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA no caso Maria da Penha, o que implicou na criação da Lei 11.340/06, destinada a combater a violência de gênero. Oito anos depois, em 2009, o país a receber a condenação pela mesma Comissão Interamericana de Direitos Humanos foi o México, diante do alarmante número de assassinatos regado com requintes de crueldades contra mulheres. O resultado desta última condenação foi a criação da Lei contra o “feminicídio” na Cidade do México, a valer a partir do dia 28/07/2011. A nova norma estabelece penas de até 60 anos para o assassinato de mulheres por questões de gênero.

Observamos aqui no Brasil que os casos de assassinato de mulheres praticados por ex-companheiros é sempre relacionado ao chamado crime passional (cometido por paixão) e na grande maioria dos casos os assassinos não são condenados, pois relatam como motivo para seu crime, a suspeita de traição. Isso mostra o quão arcaica é a legislação patriarcal-conservadora brasileira deixando prevalecer o sentimento de propriedade do homem sobre a mulher.

A lei, em ambos os casos, seja no Brasil ou na Cidade do México não garante em nada que seja dado à mulher condições de apoio psicológico, social e econômico para que ela rompa com um vínculo de dependência emocional e financeira que se arrasta há séculos. Em nosso país, as mulheres continuam ganhando em média 33% menos que os homens na mesma atividade de trabalho, representam 70% da população mais pobre e são a maioria dos trabalhadores na informalidade. Não é a toa que continuam tão vulneráveis ao assassinato praticado por ex-companheiros. A condição financeira não permite uma alternativa imediata de mudança de vida.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Democracia ou Tirania?

Seria exagero de minha parte dizer que vivemos em um Estado Tirano?! Mas também seria mais exagero ainda dizer que vivemos em um país livre, em que todos são iguais perante a lei, inclusive com o direito de ir e vir e de manifestar-se políticamente!Sim, de fato se não vivemos em plena democracia o que dizer do homicídio de mulheres que "afrontam" homens ao acabar um relacionamento?! Por que ficamos admirados quando olhamos pra casos de apedrejamento de mulheres por adultério no Irã, enquanto aqui no Brasil a pena de morte contra mulheres são aplicadas à luz do dia e da impunidade, sem direito a julgamento ou defesa? Se porque nascemos mulheres da classe trabalhadora já nascemos também culpadas por um suposto crime passional em que mesmo sendo nós as maiores vítimas, somos condenadas a morte e os nossos restos mortais servirem pra alimentar cachorros pra não evidenciar provas, que pra toda a sociedade sempre será contra nós mesmas, mulheres!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

90 anos sem a Rosa Vermelha....

Rosa Luxemburgo, militante marxista ultrapassou muitos obstaculos de uma sociedade predominantemente machista no inicio do século XX, sendo uma revolucionária árdua e dedicada a causa socialista na Alemanha, foi vítima de um Estado burguês que estava se apresentando com as primeiras ações nazistas. Rosa ficou marcada pela sua critica à Social Democracia Alemã, ao sindicalistas mesquinho que só se preocupam com sua hegemonia sindical. Muitos dos críticos ao Bolchevismo não querem reconhecer uma Rosa pós 1918, devido suas publicações em 1904 em que ela critica a concepção leninista de partido como uma vanguarda centralizada e disciplinada de revolucionários profissionais, separada da grande massa dos trabalhadores, que teria a função de dirigi-los. Rosa nunca foi anarquista, pois dizia que uma revolução socialista só pode ser vitoriosa, se a grande maioria da massa popular aprovar conscientemente os projetos da vanguarda. Porém em 1918 Rosa já conhecedora da Revolução Russa(1917) publica o seguinte: "Os bolcheviques têm demonstrado que podem fazer tudo o que um partido verdadeiramente revolucionário pode fazer nos limites das possibilidades históricas. Não procuram fazer milagres. E seria um milagre uma revolução proletária modelar impecavel num país isolado, esgotado pela guerra, premido pelo imperialismo, traído pelo proletariado internacional. E é nesse sentido que o futuro pertence em toda a parte ao bolchevismo."
Rosa reconheceu a importancia do centralismo democrático como ferramenta de combate ao inimigo de classe dos trabalhadores, a burguesia.